A Beijing Capital Airlines volta a voar, em finais de Agosto, entre Pequim e Lisboa, com uma paragem técnica em Xi’an, no Noroeste da China.

A Administração da Aviação Civil da China já autorizou o voo, que arranca a 30 de Agosto e vai substituir a ligação directa, entre Hangzhou, costa Leste da China, e Lisboa, com paragem em Pequim, suspenso desde Outubro de 2018.

A nova operação vai começar com três voos semanais em aviões Airbus A330, com capacidade máxima para 440 passageiros.

O pedido original às autoridades chinesas, feito no ano passado pela Beijing Capital Airlines, referia apenas dois voos por semana, com partida em Xi’an e chegada a Lisboa, excluindo Pequim da rota, uma decisão criticada pelas autoridades portuguesas.

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Na altura, o ministro dos Negócios Estrangeiros português Augusto Santos Silva, realçou a importância da ligação a Pequim, considerando-a “muito importante”.

O governante afirmou “não temos nada a objectar, evidentemente, a que haja outras ligações aéreas, e quanto mais melhor, mas a ligação Pequim — Lisboa é muito importante, e esses foram os termos da iniciativa em que resultou o lançamento do voo”.

Santos Silva acrescentou que “o seu potencial para o turismo e desenvolvimento das relações entre os povos [português e chinês] são evidentes, e ajudará muito às relações comerciais e de investimento”.

No primeiro ano dos voos para Portugal, a Capital Airlines transportou mais de 80 mil passageiros, segundo dados da empresa. A taxa média de ocupação foi de 80%, nos meses mais fracos, enquanto na época alta superou os 95%.

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A Capital Airlines é detida em parte pelo grupo chinês HNA, que enfrenta uma grave crise de liquidez, depois de ter fechado 2017 com uma dívida de 598 mil milhões de yuan (cerca de 77 mil milhões de euros).

Em Dezembro de 2018, no entanto, o outro accionista do grupo, a firma estatal Beijing Tourism Group, aumentou a sua participação na companhia aérea, através de uma injecção de capital e aquisição de parte das acções detidas pela HNA.