A AirHelp, organização líder mundial na defesa dos passageiros aéreos, divulgou um estudo concluindo que mais de 50% dos voos sofrem perturbações.

Qualquer passageiro que planeie embarcar num voo de longa distância, o que significa um voo de mais de cinco horas, deve preparar-se para enfrentar perturbações.
Um estudo recente da AirHelp, realizado com base em dados de voos de 2017, 2018 e Janeiro de 2019, mostra claramente que as 75 companhias aéreas mais pontuais em voos de longa distância não são, afinal, assim tão pontuais.

No geral, cerca de três em cada cinco voos registam atrasos, acima de 15 minutos ou são cancelados. Isto significa que cerca de 55% dos passageiros que embarquem em voos de longa distância podem esperar perturbações no voo.

A companhia aérea com melhor performance no estudo da AirHelp é a Hong Kong Airlines (Hong Kong), com 84% dos voos a chegarem pontualmente.
Em segundo lugar, surge a Kenya Airlines (Quénia), com uma taxa de pontualidade de 72%, e em terceiro a Singapore Airlines (Singapura), com 67%.

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As companhias sediadas na Europa mostram dificuldades de pontualidade nos voos de longa distância, já que nenhuma surge no top 10.
A companhia europeia melhor posicionada é a Iberia (Espanha), no 11.º lugar do ranking, com uma taxa de pontualidade de 64%.

A TAP Air Portugal surge na 52.ª posição – 52% dos voos de longa distância da companhia aérea portuguesa sofreram perturbações no período em análise.

No fim da tabela, estão a AirAsia X (Malásia), com uma taxa de pontualidade de 38%, a Air Canada (Canadá), com 38%, e, no último lugar, a Asiana Airlines (Coreia do Sul), com 34%.

Mas há “boas notícias” para quem sofra perturbações em voos de longa distância, desde que viaje numa transportadora da UE com destino ou partida num país da União Europeia: os passageiros sujeitos a atrasos superiores a três horas podem ter direito a compensações de até 600 euros por pessoa.

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“Nos últimos anos, temos assistido a um número elevado de perturbações em voos de longa distância. Globalmente, os passageiros aéreos sofreram um nível de problemas sem precedentes, com mais de 2,4 milhões de voos a partirem com atraso ou a serem cancelados, o que representa mais de metade dos 4,4 milhões de voos incluídos no nosso estudo”, afirma Andreas Hermansson, porta-voz da AirHelp.

Especialista da AirHelp em direitos dos passageiros aéreos acrescenta: “Aconselhamos os passageiros afectados a verificarem se têm direito a uma compensação financeira. Um em cada dois voos de longa distância sofre perturbações. Por isso, é provável que muitos viajantes sejam elegíveis”.

Relativamente ao elevado número de disrupções verificadas, Andreas Hermansson explica que “muitas companhias aéreas de baixo custo tentaram a sorte com voos de longa distância e o estudo da AirHelp prova que não é fácil aplicar os modelos de negócios simplificados e económicos das rotas mais curtas em rotas mais complexas e longas. Há simplesmente menos recursos disponíveis e menos margens de erro se algo correr mal”.